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sábado, 25 de março de 2017

Lagoa da Pampulha é liberada para esportes náuticos e pesca



A Lagoa da Pampulha recebeu classificação técnica própria para a prática de esportes náuticos, embora o contato com a água ainda não seja recomendado. Com essa ressalva, o secretário Mario Werneck (Meio Ambiente) apresentou, nesta quarta-feira (22), os resultados da primeira etapa de recuperação da bacia, que, apesar de ter registrado a redução de agentes poluidores, a liberação para o uso ainda depende de regulamentação da prefeitura.

Segundo Werneck, conforme os parâmetros de medição utilizados pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), a qualidade da água saltou da classe 4, em março do ano passado, para a classe 3, em dezembro. Essa marca indica que a lagoa pode ser utilizada para recreação e pesca amadora. Entretanto, para o titular da pasta, o período de transição entre as classificações exige cautela.
“Entregamos hoje uma etapa vitoriosa para Belo Horizonte, mas estamos recomendando que a populações continue como está: não pescando, não realizando os esportes náuticos, até que haja uma deliberação normativa para regulamentar isso. A gente tem que trabalhar sempre com o princípio da precaução”, enfatizou.

No entanto, ainda segundo o secretário, não há prazo previsto para que a regulamentação seja apresentada pela administração municipal. “Esse plano de manejo será feito tão logo a gente receba todas as informações do Propam [Programa de Desenvolvimento e Recuperação da Bacia da Pampulha]. A partir de então, será feita [a regulamentação] o mais rápido possível”.

A recuperação
Com investimentos de R$ 30 milhões, a recuperação da Lagoa da Pampulha teve início em março de 2016, ainda na gestão do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB). Parte desses recursos foi utilizada na contratação de empresas especializadas, que vêm atuando no desassoreamento e na recuperação da qualidade da água.

Segundo informou a administração municipal, os recursos foram liberados do orçamento da prefeitura para o Programa Pampulha Viva, financiado junto ao Banco do Brasil e BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais).

De acordo com o gerente de Gestão das Águas Urbanas da PBH, Ricardo Aroeira, a primeira etapa de recuperação resultou na diminuição dos índices de algas e agentes contaminantes da água. “A norma [resolução 357/05, do Canama] é muito exigente, inclusive para se enquadrar na classe 3, mas felizmente obtivemos sucesso e graças a isso o processo de eutrofização [acúmulo de matéria orgânica] na Lagoa da Pampulha está bastante controlado”.

Ainda conforme o técnico da administração municipal, ainda dentro dos planos de recuperação da bacia, a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) assumiu o compromisso de coletar e tratar 95% do esgoto que é despejado na Lagoa da Pampulha.

Entre os próximos passos previstos no plano estão a manutenção da lagoa desassoreada — o que pode agravar com o período de chuvas — e o monitoramento permanente da qualidade da água.


terça-feira, 21 de março de 2017

Pescaria de Espada Janeiro 2017

Boa noite amigos,

Passando para postar de mais uma pescaria de Espadas na Baía de Guaratuba,

Isca utilizada: Manjuba viva, iscada pelo Rabo.

Tamanho do Espada: 1,55 metros





terça-feira, 17 de maio de 2016

Enguia (Anguilla anguilla)


LOCALIZAÇÃO

Global, porém com maior incidência em África do Sul, Austrália, Tasmânia, Nova Zelândia e América do Sul.



DESCRIÇÃO

  É uma espécie marinha com uma fascinante história migratória e com um ciclo de vida em água doce e outro no mar. Possui um corpo muito alongado e cilíndrico, com aparência serpentiforme, de dorso esverdeado e ventre claro, com escamas minúsculas e ovais e uma barbatana dorsal que se une à caudal e anal e com as peitorais curtas. Apresenta um focinho pequeno e cónico com 2 pares de narinas e de boca larga onde a maxila inferior ultrapassa a superior, ambas com pequenos dentes muito fortes e aguçados.

  Tem uma enorme versatilidade quer de se deslocar em qualquer curso de água quer de viver em águas bem ou mal oxigenadas, procurando sempre os obstáculos para se proteger ou camuflar, desenvolvendo grande parte da sua atividade à noite. Possui ainda a capacidade de poder sair da água e movimentar-se nas margens mais húmidas, chegando mesmo a utilizar esta particularidade para se introduzir num outro meio aquático mais próximo.
Existem várias espécies de enguias como por exemplo a Enguia Europeia (Anguilla anguilla), a Enguia Americana (Anguilla rostrata) e a Enguia de barbatanas largas (Anguila reinhardtii ) a Enguia das barbatanas largas, visto ser a que atinge maior tamanho e peso. Embora exista a nível global, é em Nova Zelândia que são conhecidos os maiores exemplares capturados com vara. São peixes de lento crescimento atingindo uma média de 15-25 mm ao ano. Devido à febre do ouro nos anos sessenta "doença" que atacou este país durante muitos anos, foram escavadas milhares de minas nas suas montanhas, minas essas que depois de abandonadas foram inundadas por rios e ribeiras da zona criando verdadeiros paraísos para as enguias. Estes "santuários" foram esquecidos durante anos deixando as enguias crescer em paz, o que gerou provavelmente o lugar do planeta com as maiores enguias conhecidas até hoje. Exemplares que podem ser comparados (sem exagero) com a perna de um homem. Este fenómeno deve-se ao facto que em Nova Zelândia a Enguia de barbatanas largas é o peixe que está no topo da cadeia alimentícia dos peixes de água doce, assim que atingindo certo tamanho deixa de haver predadores que lhe façam frente, podendo então atingir estes tamanhos e pesos tão espetaculares.

São peixes que se alimentam praticamente de tudo, mas com especial debilidade por iscos sangrentos, assim que para a sua pesca, que normalmente é mais produtiva ao amanhecer ou entardecer, utilizam-se com frequência pedaços de fígado de cordeiro ou boi torceados e corações de galinha. 

LUGARES

Peixe que vive sobretudo no fundo dos rios e barragens , de hábitos bentônicos, colonizando uma grande variedade de habitats. É mais ativa durante noite, escondendo-se em buracos durante o dia. A enguia ocorre em rios com águas correntes, oxigenadas, menos frias e com leitos adequados à escavação (areias e lodos) ou com densa vegetação. A abundância desta espécie está relacionada positivamente com a proximidade da foz do rio e com a quantidade de chuva anual. Os machos predominam nos estuários e as fêmeas na parte superior dos cursos de água.

MÉTODOS

Pesca-se enguias com pedaços de peixes, ou peixes pequenos, de preferência em locais com pedras ou galhos no fundo.
Na pesca com vara e anzol, engolem muitas vezes o anzol.

ISCAS

A minhoca comum, camarão, casulo e Sardinha.

terça-feira, 3 de maio de 2016

OBSERVAR A ÁGUA - OS RIOS

OBSERVAR A ÁGUA - OS RIOS

  Muitas vezes pensamos: O que acontece debaixo de água realmente? A capacidade de observar e interpretar a água pode melhorar bastante a porcentagem de êxito do  pescador. O fluxo superficial raramente é uniforme e zonas de turbulência ou áreas de águas mais calmas podem fornecer pistas sobre o que está acontecendo debaixo da água. Assim, poderíamos separar um rio em zonas:


  As espécies de peixes presentes num rio variam de zona para zona.

Zonas superiores: onde a água é mais transparente e flui rapidamente, transportando uma maior quantidade de oxigênio dissolvido (por causa dos choques com a massa de pedras e seixos existentes no leito do rio), encontram-se Matrinxãs e Dourados. O alimento é normalmente limitado, restringe-se a larvas de algumas espécies de insetos e camarões (para além de algumas criaturas terrestres que caem à água), por isso os peixes tendem a ser na maioria das vezes pequenos, porem aparecem os grandes para se alimentar destes menores.

Mais abaixo: onde o rio se torna mais fundo e o fluxo mais estável, os bancos de vegetação proporcionam um abrigo para os peixes e atraem a vida animal de que se alimentam. Isto, combinado com um fluxo menos turbulento, faz com que mais espécies estejam presentes, incluindo os bagres, a cachara, as carpas, e outros grandes peixes.

Última zona do curso: da maioria dos rios, o fluxo é lento, em particular no Verão. O leito é composto, normalmente, por lodo macio e limos e a vegetação cresce de forma abundante. O lodo e os limos estão muitas vezes suspensos, o que resulta numa visibilidade reduzida e num ambiente inadequado para espécies encontradas mais acima. Em seu lugar estão presentes peixes que preferem o fundo, mais tolerantes a uma água com baixos níveis de oxigênio dissolvido. Contam-se entre eles os bagres em geral, os pintados entre outros.

FLUXO DE ÁGUA
Estudando os diferentes modelos de fluxo de água, podemos aprender bastante sobre as características do mundo subaquático. Por exemplo, as rochas e a vegetação criam ondas em zonas de águas calmas, enquanto buracos profundos que contêm águas calmas onde os peixes buscam comida e abrigo parecem ser ligeiramente mais escuros do que a superfície que os rodeia.

VEGETAÇÃO DA MARGEM
Os peixes gostam de descansar por baixo das margens rebatidas e de árvores e plantas pendentes, que lhes fornecem sombra, proteção contra predadores como as garças (e os pescadores), e são uma fonte de insetos e outros alimentos.

ROCHAS E PEDRAS
Estas zonas são particularmente ricas em peixes, devido ao fato de que além de oferecer abrigo contra fortes correntes, normalmente produzem redemoinhos que arrastam alimentos. Peixes predadores são verdadeiros admiradores destas zonas porque constituem uma autêntica "dispensa" de alimentos.





OBSERVAR A ÁGUA - ÁGUAS PARADAS

OBSERVAR A ÁGUA - ÁGUAS PARADAS

  Este termo é utilizado para definir este amplo ambiente que pode ir desde um simples açude, à mais vasta represa ou lago.

  Cada tipo de água parada apresenta ao pescador um conjunto de problemas que têm de ser resolvidos se desejamos obter êxito. No entanto, dentro dessa diversidade, existem muitas características em comum e o conhecimento e experiência adquiridos num desses locais podem ser utilizados vantajosamente em outros com as mesmas características.
 Por exemplo, todos os lagos, barragens, açudes, etc., possuem baías, promontórios e margens superficiais, e em muitos casos os organismos invertebrados que vivem entre a vegetação e as espécies de peixes são os mesmos. As suas probabilidades de pescar com êxito aumentam se souber o que se passa debaixo dessa superfície aquática. A maioria das águas paradas nasce de uma forma natural, alimentada por fontes, ribeiros ou rios, e normalmente possui um ou mais rios que a alimentam.


A COR DA ÁGUA: este fator pode dar-nos inúmeras pistas sobre a população de peixes existentes num determinado local. Há medida que as águas paradas começam a aquecer em cada Primavera, minúsculos organismos vegetais, conhecidos como fitoplancton, começam a multiplicar-se a um a velocidade vertiginosa, transformando grandes extensões de água em planíces verdes, chegando muitas vezes a impedir a oxigenação das águas e provocando a morte de muitos peixes. Porem ótimos lugares para a pesca das traíras devido a se transformar em lugares de caça para as mesmas. O fitoplancton por sua vez, é o principal alimento do zooplancton. Este último inclui larvas de peixes e organismos animais simples tais como as dáfnias (pulgas de água). Ao produzir-se zooplancton em quantidade suficiente,  a água será mantida livre de fitoplancton o que dará origem a uma água mais limpa e transparente, entrando com maior liberdade os raios solares permitindo assim o crescimento de plantas aquáticas que além de produzirem alimento, são um abrigo para as espécies presentes. Além disso, o zooplancton é a base de alimentação de todos os peixes existentes no habitat. 



CANIÇAIS E NENÚFARES: locais prediletos para os peixes, os caniços são ervas altas que podem atingir cerca de 3 m de altura. Quando não há vento, qualquer movimento das suas hastes pode indicar a presença de peixes. Além disso, são uma fonte de alimento, porque organismos tais como: caracóis,  mosquitos e larvas de libélulas, sempre estarão presentes.
  A traíra e o Black Bass  por exemplo, têm neles os seus locais de caça preferidos, pois devido ao seu mimetismo encontram-se perfeitamente camuflados neste ambiente, esperando pacientemente dar caça à sua presa. Algo similar acontece com os nenúfares com a diferença de que os peixes se ocultam debaixo das suas folhas aproveitando a distração de qualquer animal. Além disso, os nenúfares são autênticos filtros da natureza, porque ao impedir que a luz solar penetre na água evitam a proliferação do fitoplancton (que sem luz não pode sobreviver), aumentando assim a transparência e pureza das águas.


BOLHAS E ONDAS: os peixes que se alimentam no fundo como a carpa e os bagres, levantam nuvens de limos ou lodo enquanto procuram alimento no leito, e à medida que os focinhos agitam os limos ou lodo, libertam bolsas de gás que sobem à superfície em forma de bolhas de ar. As zonas com essas características indicam muito provavelmente a presença de um ou mais peixes alimentando-se.
Outros peixes que se alimentam à superfície como por exemplo a tilápia, provocam ondas superficiais que revelam a sua posição.


A ESPUMA: em grandes extensões de água, quando o vento é forte e provoca ondulação, esta última normalmente ao chocar contra as margens provoca espuma, durante os meses de Verão. Quando os insetos acabam de eclodir são varridos até essa espuma ficando presos, devido à sua densidade. Ocasião aproveitada por muitas espécies de peixes para um autêntico banquete.

Percebam que são tudo pequenos detalhes, que no fim fazem a grande diferença no resultado final.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

OBSERVAR A ÁGUA - O LITORAL

OBSERVAR A ÁGUA - O LITORAL

  Ao contrário das águas afastadas da costa, que só se podem inspecionar através do estudo de cartas marítimas e por sistema de ecos sondagem, normalmente é possível fazer um levantamento direto das zonas de costa com interesse para a pesca.
  A primeira vista, toda essa imensa massa de água parece igual, porém ao apurar a nossa visão sobre a costa, podemos verificar pequenas diferenças na ondulação, tais como espuma, o tamanho das ondas, ou correntes inversas provocadas por rochas submersas.
  As costas variam em muitos fatores, sendo o mais óbvio o tipo de substrato, que pode ser de areia, cascalho, rochas ou o conjunto dos três. Assim, dependendo da espécie que buscamos, o tipo de substrato tem muito a dizer. As diferentes espécies de peixes têm preferência por um tipo de substrato ou outro, seja pela quantidade de alimento existente ou pelos esconderijos proporcionados por esse tipo de substrato, a inclinação da costa ou ainda pela presença de correntes de água doce.

AS PRAIAS ARENOSASo tamanho das partículas existentes numa praia, influencia o tipo de organismos existentes dos quais os peixes se alimentam, e consequentemente as espécies de peixes que eles se alimentam. Partículas finas com grandes quantidades de matéria orgânica são propícias para a minhoca da areia, o berbigão, ameijoa ou camarões.
  Qualquer ondulação numa praia deste gênero atrai os peixes pois ao ser um sedimento leve, move-se com facilidade deixando à vista todos esses tesouros ocultos na forma de alimento. As praias de areias mais grossas, que assentam rapidamente, estão com frequência associadas a praias de rebentação, onde os robalos, solhas e rodavalhos são presa fácil quando se proporcionam condições adequadas. Uma ligeira inclinação ajuda o vento a criar uma boa rebentação pois a fricção entre o leito do mar e a água reduz a velocidade da onda, fazendo com que a crista a ultrapasse e enrole, produzindo assim mais rebentação. Isto acontece com mais frequência em águas superficiais que em profundas. Assim sendo, uma praia que normalmente tem muita rebentação, provavelmente contém bancos de areia e fundões.



AS PRAIAS DE CASCALHO: as praias de cascalho dão a impressão de estarem desprovidas de vida, mas nada mais longe da realidade. O cascalho que pode ficar amontoado por ação das ondas é somente a capa superficial dessa praia. Por debaixo desse amontoado de pedras, existe uma complexa mistura de vários substratos, por vezes incluindo argila e leitos de turfa no nível inferior da água ou para além deste.
  Nas praias de cascalho, a zona mais produtiva situa-se normalmente abaixo do nível inferior da água, onde o cascalho dá lugar a gravilha e areia fina. Todo esse amontoado de pedras é o esconderijo perfeito para muitos seres vivos tais como: camarões, caranguejos, lapas, ouriços-do-mar, etc. São o habitat preferido de peixes como o robalo, o safio, o sargo e a dourada. Observando indícios de bancos submersos que provocam variações no padrão normal da ondulação para além do nível inferior das águas, podemos descobrir "canais" de passagem que os peixes utilizam com regularidade para se dirigir à praia (caneiros).


PENHASCOS: o principal atrativo deste sector da costa é a existência quase permanente de água, em determinadas ocasiões com muita profundidade. Este fator permite aos peixes permanecer durante longos períodos de tempo no mesmo lugar, visto sentirem-se protegidos e existir uma grande abundância de alimento ( florestas de algas para o bodião, rochas quebradas para o safio e sargo, pináculos para o badejo, solos desobstruídos para a raia, o tubarão perna-de-moça e peixes chatos como a raia).
  Aconselha-se no entanto extremo cuidado ao pescar nestes lugares, pois as pedras com a água das ondas ou a própria chuva (se se der o caso) transformam as rochas em autênticos locais de risco. São essenciais umas boas botas de montanha, uma corda e a companhia de alguém de confiança. Infelizmente, todos os anos alguns pescadores esquecem-se que a melhor pescaria é aquela que tem regresso.


PORTOS E MOLHES: são o típico cenário "familiar" devido a facilidade de acesso e ao facto de se encontrarem normalmente perto de cidades ou de centros urbanos, o que permite a quase todo pescador aceder a eles duma forma quase rotineira, quando não existe outro "plano".

  São talvez o centro nevrálgico de quase todas as espécies presentes na costa, devido à imensa quantidade de alimento que contêm (lugar habitual de limpeza de redes de pesca das traineiras, arrastões e vários tipos de barcos que se dedicam à pesca). São portanto lugares privilegiados para a pesca.

  A maior parte dos molhes ou pontões são construídos sobre bases naturais de rocha, que atraem uma vasta gama de alimentos e de peixes. Estas bases são normalmente ricas em caranguejos, camarões e pequenos peixes que utilizam essa estrutura para se protegerem.
As tainhas percorrem estas estruturas em busca de microorganismos para se alimentarem e predadores como o robalo, a anchova, o lirio ou a corvina estão presentes devido à abundância de presas.

  Também se encontram presentes os sargos, safios, moréias, e outras formas de vida marinha como as navalheiras, santolas, polvos e chocos.


ESTUÁRIOS: num estuário típico, o rio cria uma coluna de água doce que se estende até ao mar, penetrando na água salgada. Forma-se então uma zona de água salobra onde as duas se encontram e se misturam. A dimensão desta zona depende de muitos fatores como por exemplo: o tamanho do estuário, a maré ou a quantidade de água doce que entra.

  O principal fator que determina as espécies de peixes que entram num estuário é a salinidade. Os peixes que toleram uma salinidade baixa, tais como a tainha, entram sem dificuldades num estuário, deslocando-se muitas vezes até à própria água doce.

  Muitas espécies migratórias tais como o salmão, percorrem os estuários como via para completar o seu processo de crescimento no mar e voltarem já adultos para a reprodução. A geografia dos estuários e a existência de alimento, são os fatores principais que determinam onde é mais provável encontrar os peixes, prestando especial atenção aos locais onde a curvatura dos canais cria zonas de fluxo lento, a obstáculos que criam remoinhos parados e baías superficiais sobre as quais se processa a enchente, oferecendo áreas de águas tranquilas. As depressões e os buracos existentes nestas áreas tranquilas possuem a vantagem acrescida de serem pontos de encontro para alimentos trazidos pela corrente. Além das tainhas, encontram-se normalmente em estuários o robalo, a corvina, a solha e o linguado, para além de milhares de pequenos peixes em estado de desenvolvimento, tais como sargos, peixe-rei, bogas, sardinhas, cavalas, linguados e pequenas garoupas que neles encontram refugio e alimento.