domingo, 2 de abril de 2017

Carpas / Carp (Cyprinus carpio) - Parte 03

Boa noite amigos,

Vamos para as técnicas de pesca das carpas:

Vamos começar com as duas que vimos no Post anterior as Carpas Húngaras: Espelho e Comum




LUGARES

Em Rios, represas e açudes selvagens, encontra-se mais no fundo, já em açudes próprios para pesca, podem ser encontradas e fisgadas também na superfície, os maiores exemplares que pescamos foi no inverno, mas a maior abundância foi no verão.

MÉTODOS

Pesca-se estas carpas no fundo, sem empate e se for em açudes, represas e rios sem bóia e com um bom e pesado chumbo, nós gostamos de colocar o chumbo depois o girador e depois mais uns 20 centímetros de linha 0,40 mm até o anzol 1/0 até 3/0. Já em Pesque Pagues usamos bóia e uma profundidade geralmente de 1,5 metros.

Uma coisa que meu avô sempre usou para pescaria de carpas foi o Varejão, uma vara de bambu extremamente grande e forte segue imagem abaixo:




O certo é fazer uma Ceva em algum lugar escondido e com muito silêncio, pois estas carpas são manhosas e inteligentes, se o lugar for calmo você perceberá com o tempo que estas carpas soltam umas bolhas de ar quando estão nadando, e com muito silêncio e calma vocês terão resultados ótimos.

ISCAS

Como é considerada uma lixeira nos tanques e lugares em que vivem, são adeptas a diversos tipos de iscas, como nossa "Ceva" sempre foi com pão, quirera e ração. Nós pescamos carpa com pão.


Carpas / Carp (Cyprinus carpio) - Parte 02

Diferença entre Carpa Hungara e Carpa Espelho

Carpa húngara ou carpa espelho? A maioria das pessoas faz confusão em relação a estas carpas, mas qual a diferença?

As duas são carpas húngaras! A diferença é que existe a húngara de escamas uniformes e a húngara de escamas falhadas.

Carpa húngara de escamas uniformes: é chamada de carpa comum, ela cresce muito, em pesqueiros pode atingir 35 kg e na natureza pode chegar á 60 kg principalmente na Europa. Imagem abaixo deste tipo de Húngara:




Carpa espelho é a carpa húngara de escamas falhadas: Esta Carpa não tem as escamas do mesmo tamanho, sendo que algumas escamas são exageradamente grandes. Veja na imagem abaixo:



As duas têm o corpo comprido e são bem semelhantes, são geralmente bem gordas e ambas são peixes de fundo, vivem revirando o fundo dos lagos em busca de alimento como, zooplânctons, minhocas, larvas de insetos e pequenos moluscos e também ração de peixe.

As duas têm origem asiática, mais precisamente da China, é comum em pesqueiros pegar carpas no inverno, isso porque elas toleram muito bem o frio, é comum vermos fotos de carpas húngaras enormes pescados em represas nos Estados Unidos e Europa.
Uma das características das carpas húngaras é que elas possuem a boca pequena, sem dentes e com barbilhões curtos, usados para tatear o fundo dos lagos em busca de alimento.


OBS: Pelo fato de ela ter a boca pequena e muito frágil, não use alicate para segurar a carpa ou para pesar, como ela é geralmente muito grande e pesada, sua boca não aguenta o peso do corpo, se usar alicate na boca da carpa, você vai machucar o peixe, podendo até rasgar sua boca.

sábado, 1 de abril de 2017

Carpas / Carp (Cyprinus carpio) - Parte 01

Boa noite amigos,

Finalmente irei fazer um especial de Carpas, a real especialidade do Seu Amilton (meu avô)...

Nesta primeira postagem uma característica geral de todas as carpas, após esta postagem, será feita outras descrevendo cada tipo e espécie de carpa bem como suas dicas para capturá-las.

Vamos começar:



Distribuição Geográfica
As carpas vivem em quase todos os açudes, rios e represas do mundo.

Descrição
Peixe de escamas, existindo também algumas espécies de couro. Possui origem asiática.
Vivem em rios e represas sendo encontradas com mais frequência nas regiões sul e sudeste do Brasil. Existem várias espécies de carpa, como por exemplo: capim, húngara, cabeça grande, comum, chinesa, etc.
Gostam especialmente de zonas pouco profundas com vegetação, árvores, refugiando-se nos fundões nas alturas de frio ou calor mais intenso. Em alguns locais e beneficiando de determinadas situações naturais a carpa consegue atingir cerca de 1 metro de comprimento e com um peso que poderá oscilar entre os 35 e 40 quilos, existindo já diversos registros próximos dos 50 Quilos.

Ecologia
Atinge o estado de adulto por volta dos quatro anos e tem o hábito de se reproduzir em locais de pouca profundidade e com abundante vegetação aquática ou submersa. Desovam na primavera e verão, largando os ovos pegajosos na vegetação. Possui uma longevidade que pode superar os 20 anos, havendo quem considere poder ir muito mais além mas por enquanto sem sustentação científica.
A carpa é uma espécie onívora de regime alimentar muito variado, alimentam-se de insetos, invertebrados, plantas, algas, ovos de batráquios, etc. ingerindo os alimentos por sucção.

Equipamentos
Deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por vara para linhas de 8 a 17 Libras, carretilha ou molinete com capacidade para 70m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis de tamanho 1/0 a 3/0. Pode-se pescar tanto de fundo como com bóia, veremos com mais detalhes nas próximas postagens os melhores métodos para cada espécie de carpa.

Iscas
Existem vários tipos de massa para carpas, variando os ingredientes de acordo com a espécie. Também são utilizadas iscas como: Milho, Trigo, Feijão Frade, Queijo, Fiambre, Pão, Batata, Ervilha, Minhoca, Broa de Milho, Salsicha, Azeitona, Amendoim, Milho Doce, etc.

Dicas

Para atrair a atenção deste peixe, faça uma ceva no local com pão, massa ou pipoca. Para melhores dicas de como montar cevas, por favor visite nossa seção de “Ceva” para saber como fazer.

sábado, 25 de março de 2017

Lagoa da Pampulha é liberada para esportes náuticos e pesca



A Lagoa da Pampulha recebeu classificação técnica própria para a prática de esportes náuticos, embora o contato com a água ainda não seja recomendado. Com essa ressalva, o secretário Mario Werneck (Meio Ambiente) apresentou, nesta quarta-feira (22), os resultados da primeira etapa de recuperação da bacia, que, apesar de ter registrado a redução de agentes poluidores, a liberação para o uso ainda depende de regulamentação da prefeitura.

Segundo Werneck, conforme os parâmetros de medição utilizados pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), a qualidade da água saltou da classe 4, em março do ano passado, para a classe 3, em dezembro. Essa marca indica que a lagoa pode ser utilizada para recreação e pesca amadora. Entretanto, para o titular da pasta, o período de transição entre as classificações exige cautela.
“Entregamos hoje uma etapa vitoriosa para Belo Horizonte, mas estamos recomendando que a populações continue como está: não pescando, não realizando os esportes náuticos, até que haja uma deliberação normativa para regulamentar isso. A gente tem que trabalhar sempre com o princípio da precaução”, enfatizou.

No entanto, ainda segundo o secretário, não há prazo previsto para que a regulamentação seja apresentada pela administração municipal. “Esse plano de manejo será feito tão logo a gente receba todas as informações do Propam [Programa de Desenvolvimento e Recuperação da Bacia da Pampulha]. A partir de então, será feita [a regulamentação] o mais rápido possível”.

A recuperação
Com investimentos de R$ 30 milhões, a recuperação da Lagoa da Pampulha teve início em março de 2016, ainda na gestão do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB). Parte desses recursos foi utilizada na contratação de empresas especializadas, que vêm atuando no desassoreamento e na recuperação da qualidade da água.

Segundo informou a administração municipal, os recursos foram liberados do orçamento da prefeitura para o Programa Pampulha Viva, financiado junto ao Banco do Brasil e BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais).

De acordo com o gerente de Gestão das Águas Urbanas da PBH, Ricardo Aroeira, a primeira etapa de recuperação resultou na diminuição dos índices de algas e agentes contaminantes da água. “A norma [resolução 357/05, do Canama] é muito exigente, inclusive para se enquadrar na classe 3, mas felizmente obtivemos sucesso e graças a isso o processo de eutrofização [acúmulo de matéria orgânica] na Lagoa da Pampulha está bastante controlado”.

Ainda conforme o técnico da administração municipal, ainda dentro dos planos de recuperação da bacia, a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) assumiu o compromisso de coletar e tratar 95% do esgoto que é despejado na Lagoa da Pampulha.

Entre os próximos passos previstos no plano estão a manutenção da lagoa desassoreada — o que pode agravar com o período de chuvas — e o monitoramento permanente da qualidade da água.


terça-feira, 21 de março de 2017

Pescaria de Espada Janeiro 2017

Boa noite amigos,

Passando para postar de mais uma pescaria de Espadas na Baía de Guaratuba,

Isca utilizada: Manjuba viva, iscada pelo Rabo.

Tamanho do Espada: 1,55 metros





terça-feira, 17 de maio de 2016

Enguia (Anguilla anguilla)


LOCALIZAÇÃO

Global, porém com maior incidência em África do Sul, Austrália, Tasmânia, Nova Zelândia e América do Sul.



DESCRIÇÃO

  É uma espécie marinha com uma fascinante história migratória e com um ciclo de vida em água doce e outro no mar. Possui um corpo muito alongado e cilíndrico, com aparência serpentiforme, de dorso esverdeado e ventre claro, com escamas minúsculas e ovais e uma barbatana dorsal que se une à caudal e anal e com as peitorais curtas. Apresenta um focinho pequeno e cónico com 2 pares de narinas e de boca larga onde a maxila inferior ultrapassa a superior, ambas com pequenos dentes muito fortes e aguçados.

  Tem uma enorme versatilidade quer de se deslocar em qualquer curso de água quer de viver em águas bem ou mal oxigenadas, procurando sempre os obstáculos para se proteger ou camuflar, desenvolvendo grande parte da sua atividade à noite. Possui ainda a capacidade de poder sair da água e movimentar-se nas margens mais húmidas, chegando mesmo a utilizar esta particularidade para se introduzir num outro meio aquático mais próximo.
Existem várias espécies de enguias como por exemplo a Enguia Europeia (Anguilla anguilla), a Enguia Americana (Anguilla rostrata) e a Enguia de barbatanas largas (Anguila reinhardtii ) a Enguia das barbatanas largas, visto ser a que atinge maior tamanho e peso. Embora exista a nível global, é em Nova Zelândia que são conhecidos os maiores exemplares capturados com vara. São peixes de lento crescimento atingindo uma média de 15-25 mm ao ano. Devido à febre do ouro nos anos sessenta "doença" que atacou este país durante muitos anos, foram escavadas milhares de minas nas suas montanhas, minas essas que depois de abandonadas foram inundadas por rios e ribeiras da zona criando verdadeiros paraísos para as enguias. Estes "santuários" foram esquecidos durante anos deixando as enguias crescer em paz, o que gerou provavelmente o lugar do planeta com as maiores enguias conhecidas até hoje. Exemplares que podem ser comparados (sem exagero) com a perna de um homem. Este fenómeno deve-se ao facto que em Nova Zelândia a Enguia de barbatanas largas é o peixe que está no topo da cadeia alimentícia dos peixes de água doce, assim que atingindo certo tamanho deixa de haver predadores que lhe façam frente, podendo então atingir estes tamanhos e pesos tão espetaculares.

São peixes que se alimentam praticamente de tudo, mas com especial debilidade por iscos sangrentos, assim que para a sua pesca, que normalmente é mais produtiva ao amanhecer ou entardecer, utilizam-se com frequência pedaços de fígado de cordeiro ou boi torceados e corações de galinha. 

LUGARES

Peixe que vive sobretudo no fundo dos rios e barragens , de hábitos bentônicos, colonizando uma grande variedade de habitats. É mais ativa durante noite, escondendo-se em buracos durante o dia. A enguia ocorre em rios com águas correntes, oxigenadas, menos frias e com leitos adequados à escavação (areias e lodos) ou com densa vegetação. A abundância desta espécie está relacionada positivamente com a proximidade da foz do rio e com a quantidade de chuva anual. Os machos predominam nos estuários e as fêmeas na parte superior dos cursos de água.

MÉTODOS

Pesca-se enguias com pedaços de peixes, ou peixes pequenos, de preferência em locais com pedras ou galhos no fundo.
Na pesca com vara e anzol, engolem muitas vezes o anzol.

ISCAS

A minhoca comum, camarão, casulo e Sardinha.